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segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Experiência docente: atendimento domiciliar - Professor Fabiano Bitencourt Monge




O meu diário informal enquanto docente: a experiência com Rubiano

Bitencourt Monge


“É preciso ler, dizia Sêneca, mas é preciso escrever também.”
Michel Foucault


Este texto está fundamentado em meu diário, nele, contém experiências da minha vida privada relacionadas intrinsecamente a minha formação enquanto mestrando e professor do ensino básico. Comecei a construir esse diário durante à disciplina, Laboratório do Ensino de Filosofia: essa ocorreu no programa Prof-Filo da Pós-Graduação da Universidade Federal do ABC, - UFABC. Aqui, iniciarei com um certo palavrear aquilo que entendo superficialmente por experiência ou aquilo que pode ser entendido como um experimento mundano, as vezes acredito que eu tenho uma certa liberdade, mas eu não deixo em muitos momentos de ser uma peça no tabuleiro da vida, todos nós somos. Então, delimitarei um ano de acontecimentos que marcaram profundamente a minha vida, para com isso desenvolver algo do âmbito de minha existência docente, de pessoa comum que vive a experiência com Rubiano.
Em 2017 soubemos na escola o caso de um garoto que morava em Paraisópolis e que tinha 21 anos, Rubiano. Ele contraiu uma infecção hospitalar no seu nascimento, meningite. Isso fez com que ele perdesse os movimentos das pernas e dos braços e que ocorreu definitivamente na sua adolescência, aos treze anos. Nesse período de sua vida, ele perdeu os movimentos dos braços e das pernas totalmente. Hoje, ele está acamado totalmente e respira com o auxílio de aparelhos. A mãe dele, Francisca, é uma senhora separada que teve dez filhos, o Rubiano é o mais novo deles. Ela cuida dele integralmente, de todos os jeitos que podemos pensar. Além de cuidar das necessidades físicas, ela buscou durante anos na justiça o que todas as crianças e adolescentes têm por direito, isto é, o acesso à educação básica. Ela entrou na justiça para que seu filho tivesse aulas domiciliares e o Estado teve que atendê-la, é lei o acesso à educação. Conseguiram com muito esforço o direito de cursar o ensino médio na rede pública estadual, assim, ela o matriculou em nossa escola, Prof. Etelvina de Góes de Marcucci.
Para atender a demanda, a Diretoria de Ensino Sul 1 precisava de três professores da unidade para lecionarem para o Rubiano em casa: um de ciências humanas, outro de ciências exatas e outro de códigos e linguagens. Eu me candidatei para ensinar filosofia, história, geografia e sociologia. É isso que faço desde junho do ano passado, quer dizer, não exatamente em caixas separadas como é o formato da escola, mas explicarei a seguir como faço, até porque não tenho formação nas outras áreas que são além da filosofia. Então, sinceramente, eu abordo a história e a sociologia pelo olhar filosófico, assim como o filósofo Gilles Deleuze faz ao abordar as áreas da literatura, da psicanálise e do cinema, isto é, ele faz isso pelo olhar da filosofia.
Quando comecei a lecionar para o Rubiano em junho do ano passado, fiz uma pergunta: o que ensinar para ele? Propus que trabalhássemos: no primeiro momento, o que é a filosofia?; no segundo momento, trabalharíamos  a obra do “O Banquete”, de Platão. E foi isso que fizemos, depois de ter estudado as definições de filosofia por Pitágoras, Descartes, Augusto Conte e Deleuze adentramos na obra “O Banquete”, começamos a investigar os discursos de Fedro, Pausânias, Erixímaco, Aristófanes, Agatão e Sócrates. Nisso, foi inevitável não abordar nessa obra o machismo e a hebefilia que haviam no discurso de Pausânias e na história que o jovem Alcebíades descreveu para falar do amor, nessa obra é mostrado a hebefilia que existia entre ele e Sócrates, porque ele era um garoto, enquanto Sócrates já era um senhor. Não é questão de ser anacrônico quando abordo essa obra, vejo que as pessoas sempre falam que fazer isso é ser anacrônico, mas é engraçado e muito suspeito quando se fala de machismo, do racismo, da escravidão, da homofobia nós nos tornamos anacrônicos, mas falar do amor, da liberdade e outros temas não viramos anacrônicos, vejo isso como algo muito suspeito mesmo, e entendo o porque disso, mas deixa isso para outro texto.    
Esse discurso que diz que o amor só há entre o homem velho e o homem jovem é machista por natureza. Segundo Pausânias, não existe forma mais pura de amor além do universo masculino, algo que alguns vão denominar como pederastia sendo sinônimo de amor: isso é de uma violência que ainda há em nosso tempo contra adolescentes,  é algo muito presente nas escolas públicas, porque há muitos homens mais velhos que se interessam pelos adolescentes do ensino básico, a cultura do estupro presente na escola, a busca pela tal da “novinha” é algo medonho que se faz presente no espaço escolar. De uma forma diferente do discurso de Pausânias, mas bem próxima dele, isso é justificado através dessa fala como o único amor verdadeiro que há, ver isso presente numa das obras mais importantes da filosofia foi impactante para mim,    
Por exemplo, há muitos homens da minha idade e até mais velhos que ficam esperando as meninas do Ensino Médio e até do Ensino Fundamental na saída da escola, nisso eles buscam assediar essas adolescentes, além disso, é muito comum casos de professores que saem com os adolescentes. Vejo profundamente que temos que zelar pela integridade física, moral e psíquica das nossas crianças e adolescentes e não aproveitar delas como muitos canalhas fazem.     
Quando abordei essas questões de forma contextualizada, causou um choque e repulsa muito forte no Rubiano, ele ficou perplexo com a definição de amor de Pausânias, mas ficou ainda mais chocado com essa contextualização que fiz da obra o banquete. Para falar verdade, achei que ele gostaria da obra de alguma forma, mas a discussão sobre o amor, não o incentivou a querer saber mais, nem o discurso de Aristófanes, “O Mito de Andrógino” não o instigou, geralmente instiga os alunos e alunas.
Dos seis discursos o que ele mais gostou foi do Erixímaco, esse dizia sobre o Eros sadio feito pela moderação, de um elemento que promove a harmonia dos contrários, o restante não chamou muita atenção dele, nem Aristófanes e tampouco Sócrates.
Depois que terminamos de explorar a obra que durou o terceiro bimestre inteiro, fomos trabalhar as teorias do Estado segundo Platão, Aristóteles, Maquiavel, Thomas Hobbes, Rousseau, Marx, isso aconteceu no quarto bimestre. Essa parte ele gostou mais do que a obra do Banquete, não esperava que o Rubiano fosse gostar de política.
Desses filósofos os que mais chamaram a sua atenção foram Aristóteles, Maquiavel e Marx. Ele não gostou dos dois primeiros que citei, há quem diga que eu influenciei de alguma forma, mas ele não gostou mesmo do pensamento aristotélico e maquiavélico, acredito que não foi por causa da minha explicação que fiz em cima dos textos, mas sim pelo conjunto de coisas que fizemos para explorar os pensamentos desses autores,  usei vídeo aulas que vimos de professores de filosofia e sociologia no Youtube. Enfim, foi um semestre inteiro estudando esses autores clássicos na perspectiva da própria filosofia, mas da sociologia e da história também. O semestre acabou e ele gostou de ter estudado as ciências humanas na perspectiva da filosofia, mais do que imaginei, nisso, nem estudamos história, sociologia, geografia separadamente, mas num conjunto, das ciências interligadas nas temáticas ou analíticas que interessam ambas as áreas do conhecimento.  
Em 2018 comecei o mestrado, a minha esposa estava gravida, eu comecei a escrever no meu diário e colocar as impressões que tive no ano passado. Queria memorizar essas experiências com o Rubiano, achava que isso não poderia se perder, foi no mestrado que achei uma ferramenta importante para memorizar esse momento importante da minha carreira como docente, o meu diário, ele serviu como base para arquivar pelas palavras escritas tudo que estou escrevendo aqui, isso é fenomenal.
Eu percebi que não era mais o mesmo professor, as sessões com meu orientador La Salvia me levaram para outro lugar, que buscava há tempos, consegui adentrar num universo novo para mim, a filosofia desde África e não somente nela ou nessa filosofia eurocêntrica que embasa o epistemicídio dos conhecimentos dos não brancos e brancas. Pensei comigo, vou mudar as coisas, vou buscar novos autores para trabalhar com o Rubiano e foi isso que fiz. No primeiro dia, falei com ele, vamos trabalhar diferente esse ano, vamos abordar temas que são considerados menores na filosofia, temas da filosofia desde África. Ele aceitou, disse que gostaria sim de conhecer esses autores da filosofia africana.
Então, começamos a estudar a visão do Renato Nogueira sobre o tabu da filosofia que nos levou para outros autores, isso foi algo que mexeu muito com ele. Ele ficou perplexo quando falamos da visão do George James que dizia que os gregos tinham roubado dos egípcios, isto é, a origem da filosofia não era grega, isso seria um legado roubado.
O Rubiano ficou inconformado comigo por ter trabalhado no primeiro ano do ensino médio a filosofia a partir da Grécia e da Turquia, então no segundo ano mudamos e fomos trabalhar a filosofia a partir dos egípcios. Algo que mexeu comigo também, eu trabalhei a filosofia durante oito anos partindo da Grécia/Turquia para o nosso tempo, agora estou mudando isso, ou seja, de vinte seis séculos que davam para idade da filosofia, agora passei para quase cinquenta séculos de existência dela, isso foi totalmente surpreendente para mim, principalmente para os alunos e alunas que perceberam essa minha transição.
No primeiro semestre, nós trabalhamos as três apostilas do PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) desenvolvidas na Universidade Federal do Mato Grosso, disponíveis na internet, além delas, estudamos a obra “Pele Negra, Máscaras Brancas”, do Frantz Fanon. Ele adorou, foi uma experiência incrível fazer esse percurso.  Além dele, aconteceu algo mais surpreendente em nossos encontros, o Rubiano sabe que eu estudo fotografia, no ano passado enquanto dava aula para ele eu trabalhava numa produtora e fazia curso de fotografia digital no Sesc Pompéia, além da foto, eu também estudava programação de vídeos: Sony Vegas, Premiere e o After Effects. O Sony Vegas eu já tenho domínio, tem três anos que o exploro, só faço as edições dos meus vídeos nele.
O Rubiano me pediu para baixar esse programa no computador dele. Na hora que ele me falou, fiquei bem pensativo, mas não falei nada. Disse que poderia fazer isso, mas perguntei, quem mexeria? Ele disse que o sobrinho dele o ajudaria, mas para isso eu teria que dar aula de Sony Vegas para ele e para com isso, ele ensinar o sobrinho dele a mexer no Vegas. Já era metade de maio, eu ainda tinha oito encontros com ele, que somariam trinta e duas aulas. Essas aulas eu trabalharia áreas mais voltadas para geografia, mas percebi que ele tinha o direito de ter acesso a algo que eu poderia oferecer para ele, alguma coisa que vinha dele também e não somente de mim. E como eu queria passar esses conhecimentos para frente, decidi mudar as aulas de ciências humanas para aula de edição de vídeo e programação, pelo menos por um tempo.  
E foi isso que fiz, eu instalei o programa no computador dele e comecei a explicar sobre as ferramentas básicas do Vegas, exemplo, como criar na timeline pistas para o áudio e para o vídeo, transferir vídeos para timeline, separar o vídeo do áudio,  cortar, transições, efeitos, colocar textos e imagens, editar o áudio, mudar vídeos de baixa qualidade para alta resoluções ou no formato de HD, renderizar. Fizemos isso em doze aulas, três encontros, eu não falei, mas cada encontro com Rubiano são quatro aulas de cinquenta minutos cada, total de três horas e vinte minutos por dia, nós conseguimos fazer bastante coisa nesse tempo.   
Perguntei porque que ele tinha esse interesse, ele disse que queria editar os vídeos porque há no computador dele mais de oitocentos vídeos baixados de anime, e o problema é que ele precisa de alguém para ajudar em alguns momentos, nesse caso, a mãe dele, que cuida da casa e precisa dar assistência.  O problema dos animes é que eles tem um áudio baixo enquanto  passa e de repente quando começar a tocar as músicas da vinheta, elas ficam muito alto, insuportável, às vezes não tem ninguém para baixar o volume e ele fica com um som alto no ouvido, até chegar alguém, ele fica surdo momentaneamente com o barulho insuportável do áudio. Além disso, quando ele baixa os vídeos, eles vêm em baixa qualidade. Ele busca qualidade por direito, ver em HD é o mínimo, isto é, ver de 720 p. para cima, e não em 240 p. que são baixa qualidade, esses vídeos são ruins. Quando fui ver esse problema, percebi que era muito ruim mesmo, pois imagina você ficar com um som alto no ouvido, sem poder fazer nada?
Percebi que precisava achar outro recurso para ele poder controlar o computador, pensava comigo, será que há algum comado de voz que a pessoa pode controlar no computador? Nós sabíamos que tinha alguns programas que ele poderia mexer, usando a pupila dos olhos, mas isso ele tinha tentado no passado e cansava muito, não se adaptou e descartou. Precisávamos mesmo era de algo que fosse controlado pela voz.
Tivemos essa iniciativa, pois de acordo com as orientações curriculares para classes hospitalares e aulas domiciliares, ambas para alunos doentes e/ou especiais, a obrigação da escola ultrapassa a abordagem do conteúdo obrigatório. O objetivo maior é proporcionar qualidade de vida e expectativa para o futuro.
Então comecei a pesquisa com ele, nisso, ficamos várias aulas pesquisando e baixando alguns programas gratuitos da internet, mas nenhum era eficaz, tentamos a Cortana do Windons, mas era muito ruim também. Até que encontramos um programa chamado Jarvis, tipo o programa do Homem de Ferro que ele controla pela voz. Esse é um programa desenvolvido por um brasileiro que mora em Santa Catarina, Daniel José, em companhia com um português que mora na Suíça, Albio Martins.
Quando achamos esse programa o Rubiano ficou ansioso demais, ele ficou muito feliz em saber que poderia controlar o seu computador, foi uma felicidade que jamais esquecerei. O nosso primeiro passo foi estudar o programa, ficamos algumas aulas vendo tutorias no site do Youtube, isso consequentemente despertava ainda mais o interesse dele. Lembrei de mim, quando ganhei o meu primeiro vídeo game, fiquei tão feliz, mas o interesse dele era ainda maior, pois se tratava de sua liberdade e não do lazer puro. Então, baixei o programa da versão do Jarvis Free, mas era bem limitada, não fazia o que a versão do Jarvis Pro faz, e nos tutorias eles mostravam o Jarvis Pro somente, tivemos que providenciar.
Percebi que precisávamos comprar a versão Jarvis Pró. Então, conversei com o diretor da escola, Wanderlino, sobre esse problema e o programa. Ele disse que a escola poderia comprar. Gerei o boleto do programa e encaminhei para os gestores da escola, eles pagaram e três dias depois o programa e a chave de segurança para instalação do Jarvis Pro foram enviados para o e-mail do Rubiano, ele ficou tão feliz como um ganhador de um prêmio alto, a liberdade é prêmio alto nesse mundo. Não deveria, mas é.  
Eu precisava instalar o programa e não sabia, não era simples como instalar um aplicativo de celular ou até de complexidades que são maiores, como os programas da Sony e da Adobe.  O Jarvis Pró é um programa mais complexo, ele precisa ser construído em cima da própria pessoa que controlará, ou seja, o Rubiano para usar, terá que ter mais aulas, pessoas dispostas a erigir com ele a formatação do programa no controle dele, investimentos do Estado. Chamei um amigo que conhece bastante sobre programação e fomos num sábado fazer isso, instalamos. Mas como disso, o programa vem cru, não sei se posso dizer assim, isto é, é você que vai modelando através da criação de comandos, para isso, foi outra dor de cabeça terrível, a felicidade do Rubiano foi diminuindo ao passo que ele percebia a complexidade que estávamos enfrentando, isso foi causando angústia em mim também, eu queria que ele pudesse controlar o computador dele, que tivesse essa autonomia sobre o virtual, eu pensava, porque isso é tão difícil num mundo cheio de tecnologias?
Ficamos horas tentando modelar o programa para as necessidades dele, mas não funcionava. As vezes funcionava uma coisa, mas outras vezes falhava. Pensava irritado, por que isso não funciona? Não pode ser. Ficamos horas tentando fazer o programa se adequar, mas nada. Durante quatro horas ficamos enroscados num programa pago e que aparentava ser inútil. Percebi que deveria dar um tempo naquele dia e pensar melhor no que fazer, pois estava atolado, na semana seguinte tinha os diários para fechar e digitar as notas na Secretária Digital, tinha os conselhos, no mestrado eu tinha trabalhos das três disciplinas para entregar, além delas, tinha o projeto de mestrado, tinha vários textos e livros para ler, eu estava literalmente ferrado, mas o desanimado com essa situação do Rubiano era mais pesado, ver ele feliz e depois triste foi de matar. Então, naquele sábado, disse para ele que buscaria ajuda diretamente com os criadores do programa. Foi o que fiz, mandei um e-mail para o Daniel José e ele me respondeu rapidamente, dizendo para marcamos um tutorial pelo Skype no dia 22 de junho, às 16 horas.
Nesse dia fui para casa do Rubiano, lá entramos em contado com o Daniel pelo Skype, nos apresentamos, eu falei para ele toda situação, ele conversou com Rubiano. O Daniel pediu para compartilharmos a tela do computador do Rubiano com ele, que dessa forma ele configuraria o computador para o Jarvis poder trabalhar da melhor forma. E foi isso que ele fez, ele começou a configurar um monte de coisas me usando para manusear o notebook do Rubiano, várias ponto de configurações para Jarvis funciona que eu não entendia e nem saberia fazer, não era minha especialidade mesmo aquele ramo, eu entrei de paraquedas em algo que não tinha a menor noção, fui um aventureiro. Para fazer tudo que precisava, precisava de um programador bom. O Daniel tinha visão da tela do computador, ele dizia o que fazer e eu ia seguindo o comando dele, ficamos cinco horas para ele configurar do melhor jeito o computador que estava cheio de problemas. Tenho que confessar que o atendimento dele foi excelente, pois deu para perceber que ele ficou sensibilizado com necessidades do Rubiano. Mas mesmo ele, sofreu bastante para configurar da forma que Jarvis pudesse trabalhar. Enfim, no final ele fez várias coisas que ajudou muito, não ficou perfeito como esperávamos, mas foi um grande passo para o Rubiano ter acesso ao meio digital sem precisar de alguém, claro que ele não controlará o Sony Vegas como ele quer ou programas mais complexos, mas hoje ele pode diminuir e aumentar volume, acessar os vídeos dele, entrar na internet pelo comando de voz sem precisar diretamente da mãe dele. A felicidade dele foi imensa, jamais esquecerei desse momento, hoje eu não sei como ele está diante do programa, pois saímos de férias e aquele foi o nosso último encontro do semestre, voltarei a ter encontro com ele no próximo semestre e a nossa história continuará de um jeito que eu nem imagino.   
Nas férias de julho eu fui para São Carlos, lá conheci Renato Mecca. Em 2013 ele sofreu um acidente na Indonésia e ficou tetraplégico. Hoje, ele tenta superar a cada dia essa situação que deixou imobilizado, para não ficar nessa situação ele começou a desenvolver alguns dispositivos para o ajudar no cotidiano, principalmente no acesso à tecnologia, nisso, ele desenvolveu um dispositivo chamado Free Touch que serve para mexer em celulares e tabletes sem as mãos. Falei com ele sobre a história do Rubiano e o seu interesse de encontrar alguma forma para ter acesso digital com autonomia. Então, o Renato decidiu presenteá-lo com esse dispositivo. Agora, levarei para ele no segundo semestre para com isso, ele tentar uma nova ferramenta para ter uma inclusão maior no acesso à tecnologia.    


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